Esta foi pelomenos a revelação surpreendente que Trevor Madigan,gestor de software e serviços da divisão norte-americana de Entretenimento e Comunidades da Nokia, fez ao MocoNews durante a Consumerd Electronic Show (CES) de Las Vegas a respeito do serviço de downloads “ilimitados” Comes With Music da fabricante finlandesa
de telemóveis. Ora, se é
ste o único exemplo de sucesso da oferta parece que a Nokia não é em ão de admirar as dg larações recentes de uma fonte anónima ao jornal Financial Times de que as vendas iniciais foram “razoáveis mas nada por aà além.
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Mas estas não s
£o as únicas pistas que indicam que a procura pelo serviço ficou bastante aquém do esperado. Umas dessas evidências é o facto da Carphone Warehouse, a distribuidora oficial do Comes With Music no
eino Unido ter baixado em um terço o preço do pacote que inclui a subscrição juntamente com o terminal Nokia 5310 Xpress Music de 127,10 para 82,18 libras (de 141 para 91 euros) , como se pode ler no jornal The Times.
Neste mesmo artigo pode-se ler uma série de opiniões de analistas que indicam que as vendas foram até agora mortiças. O site Mobile Today entrevistou também alguns funcionários de lojas da Carphone Warehouse que disseram que as vendas do Nokia 5310 foram miseráveis. Estes dados não batem nada certo com o que Liz Schimel, directora global para Música, Entretenimento e Comunidades disse à Billboard:
Temos vindo a verificar um forte crescimento nas vendas semana após semana e nÃvel de utilização realmente bons por parte dos nossos consumidores.
Parece que campo de distorção pelos lados da Nokia é tão grande que impede os seus responsáveis de aceitarem a realidade porque já o director executivo Olli-Pekka Kallasvuo tinha dito que existia bastante interesse por parte dos consumidores no Comes With Music. E no entanto, até agora a fabricante finlandesa recusou-se a divulgar números concretos.
Mais do que o facto da publicidade ao serviço estar a enganar os consumidores quando diz que os downloads efectuados são ilimitados e grátis, quando na verdade estão agarrados a uma DRM que impede que as músicas sejam transferidas para outros dispositivos ou computadores - embora possam continuar a ser reproduzidas após o fim da assinatura -, a razão do fracasso do Comes With Music parece residir na ineficácia do marketing da Nokia que não soube tirar partido do buzz gerado pelo lançamento para integrar o serviço a telemóveis mais sexy e cool do que o bastante básico 5310 ou o antiquado N95 8GB.
“O 5310 não passa de um Honda minúsculo e não o Maserati excêntrico que deveria ter sido,” comentou o analista da Global Crown Capital Tero Kuittinen afirmou à Reuters. O mais problemático para a própria companhia é a súbita mudança de planos em relação ao Nokia 5800 Xpress Music, o “Tubo” com ecrã táctil que é também a sua aposta mais directa para concorrer com o iPhone da Apple. Quando o terminal foi anunciado, o que estava previsto era que ele fosse disponibilizado juntamente com o Comes With Music. Mas há dias a empresa mudou de ideias: o Nokia 5800 começará a ser vendido dia 23 no Reino Unido a partir das lojas e do site da companhia ao preço de 249 libras (cerca de 276 euros) livre de operadora sem suportar o serviço de downloads ilimitados.
Mesmo assim, nem tudo está perdido uma vez que dentro de alguns meses a Nokia deverá começar a integrar a subscrição noutro terminal topo de gama, o N96. Mas aà já será demasiado tarde. Com isto, não admira que para além do Reino Unido apenas a Singapura e a Austrála deverão contar com o Comes With Music até ao final do primeiro trimestre de 2009.
(foto de RafeB segundo licença CC-BY-NC-SA 2.0)
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